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Em um mundo como esse...fazemos a história!

Posted sábado, 20 de julho de 2013 by Francelle Machado
Por ser fã dos Backstreet Boys, vocês podem imaginar que eu choro algumas vezes ao ouvir suas músicas...coisa de fã, né?!
Mas com a estreia do videoclipe de "In A World Like This", nova música deles, o motivo das minhas lágrimas é bem mais do que emoção por gostar da música: é emoção por saber que estou vivendo em um período que ficará pra história!

In a world like this by Backstreet Boys on Grooveshark
What? Você vai entender agora: no clipe, que estreou há poucos dias, as pessoas aparecem ao lado de seu amor e acompanhando, pela televisão, fatos históricos ocorrendo. Primeiro, a chegada do homem à lua e depois a queda das Torres Gêmeas. Por fim, vemos uma senhora dando as mãos com sua parceira para comemorar a conquista do casamento gay. Yeah baby! 
Após assistir esse vídeo várias vezes em apenas dois dias, cheguei a conclusão de que tinha de falar minha opinião sobre esse assunto, que parece tão novo mas de novo não tem nada: os direitos dos homossexuais.   
Pra começar, essa história de "direitos dos homossexuais" já nem deveria existir no sentido de diferenciação dos direitos. Eles merecem os mesmos direitos que qualquer hetero merece, deveria falar-se apenas em "direitos da população".... 

Brasil: o país do futebol...SÓ do futebol!

Posted domingo, 16 de junho de 2013 by Francelle Machado
Não era pra eu escrever pro blog hoje, até pela falta de tempo já explicada em outro post. Mas sabe quando uma ideia está fixa em sua cabeça, e você sente que vai explodir se não falar? Pois é...foi bem isso que me levou a abrir o Blogger neste momento!

Confesso que sou um pouco alienada das notícias de política e afins que tratam sobre o meu próprio país, e essa alienação é proposital. Toda vez que assisto aos telejornais ou vejo publicações no Facebook sobre o estado em que se encontra o Brasil, acabo por me desconectar de tudo e permanecer nessa alienação que me envergonha. Porque? Porque cada notícia me apavora um pouco mais, apenas isso.

Imagem por: WeHeartIt.com
Não consigo me orgulhar de um país que aceita normalmente o fato de tantas pessoas morrerem por puro descaso, de leis que dão total apoio - e incentivo - à criminalidade, de políticos trolladores que criam leis em benefício próprio e reconquistam os cidadãos apenas com um pronunciamento na TV. Tudo isso oculto sob o orgulho da seleção que arrasa (às vezes, nem isso) no futebol, das mulheres que rebolam na cara dos homens e tem uma bunda maior do que as americanas, do funk carioca de letra explícita que já é tombado como patrimônio cultural do país e, agora, de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. 

Tudo isso porque a preocupação principal é ter imagem de país de primeiro mundo lá fora, depois (e bem depois, na real nunca!) a galera lá de Brasília vai se preocupar com o povo que (SOBRE)VIVE aqui, e não vem apenas para curtir o Carnaval no camarote dos VIP's.

Uma mala de futilidades

Posted sábado, 1 de junho de 2013 by Francelle Machado
Cinco horas da tarde. Ela sai de casa. Quer respirar o ar novo e poluído da cidade grande. Desde que deixou a casa dos pais há dois anos atrás, ainda não observara o pôr-do-sol mesmo dando de cara com ele na janela de seu quarto todos os dias. A rotina de socialite a tomava todo o tempo, e a preocupação sobre onde seria o ensaio de fotos para uma tal grife a deixava louca...
Decidiu mudar de cidade pra mudar de vida, renovar expectativas, buscar um norte. Esqueceu apenas que sua futilidade veio junto com as malas, sem que ninguém quisesse extraviá-la no caminho. Prometeu aos pais voltar ao interior para buscá-los, mas preferiu manter a privacidade de viver com o namorado. Até porque o pai e a mãe estavam velhos, pra que iriam querer morar naquela loucura que era a capital?
Ela definitivamente se encontrou na cidade nova: tem muitos shoppings pra aliviar o vazio em compras, muita gente que se cumprimenta sem se conhecer de verdade, muitos bares onde pode ir com seu vestido justinho ao corpo e atrair olhares, a fazendo se sentir necessária a alguém por pelo menos um minuto.  Tudo é perfeito, mas ela não esquece a ligação que recebera 5 minutos antes de trancar a porta e se perder pelos caminhos da cidade. Como ele podia trocá-la assim? E aquela garotinha sem sal ainda nem sabia andar em saltos finos, que vergonha. Como ele apresentaria um estrupício daquele em uma das festas de sábado à noite que costumava ir? 
Chorar, pra quê? Borra a maquiagem e não traz ninguém de volta. Talvez se ela fosse em uma daquelas cartomantes...aaahhh, esquece. Ele já falou categoricamente que não aguentava sua futilidade, e ela nunca iria se desfazer dos pares de brincos caríssimos que um amigo - "apenas amigo" - havia lhe dado três dias antes.
Talvez tenha sido melhor assim, ela pensava. Namorados vêm e vão, mas jóias e uma vida como a que ela tinha eram difíceis de conseguir. Pra quê investir em sentimentos quando se pode investir em coisas palpáveis, que não arriscamos perder tão fácil? 
Em meio a uma pilha de conclusões precipitadas, algo a desconcentra de seus pensamentos. Alguém puxava sua camisa recém passada:
- Moça, você é a mulher da propaganda do shopping?
- Sim, sou eu. Porque, quer autógrafo? - Diz impaciente.
- Não, é que a minha mãe sempre diz que queria ser bonita como a garota da propaganda, mas o meu pai sempre diz que a mamãe tem mais valores que a outra mulher, e isso é muito melhor...já que te encontrei aqui, queria te perguntar: o que é ter valores?

Carta para uma garota fútil

Posted sexta-feira, 10 de maio de 2013 by Francelle Machado
Foto by: http://elanamullaly.tumblr.com/post/971465199

Que mania é essa, de rebolar quando passa na frente dos caras? Pare de se arrumar apenas para chamar a atenção dos outros, já está na hora de perceber o quanto isso é patético. Se aquela maquiagem pesada não te faz feliz, não encha seu rosto daquilo.

Que mania é essa, de querer um milhão de amigos? Nem Roberto Carlos conseguiu, e eu sei que metade dessa gente nem te adora tanto quanto dizem. Na verdade, todos sabem que seu sorriso é falso, e sua amizade dura até o momento em que não precisar de mais ninguém.
Pare de usar as pessoas, e deixe de ser tão ranzinza. Audrey Hepburn já dizia que as garotas felizes são as mais bonitas.

Que mania é essa, de comprar todas as roupas que aparecem na novela? Isso não te faz uma pessoa melhor. Quer saber? Compre livros e vá aprender sobre a vida real.
Que mania é essa, de querer ser como a It Girl mais comentada? Se preocupe apenas em procurar a sua essência, e quando encontrá-la, vá ser feliz por favor!

Fiz esse texto originalmente para um trabalho da faculdade, e ele acabou saindo - milagrosamente - conforme as minhas expectativas. Normalmente, são raros os textos que passam pelo meu perfeccionismo sem irem pra lixeira, mas como esse daí escapou do delete, resolvi compartilhar com vocês. Hope you like it!

Afinal, o que é ser poser?

Posted domingo, 5 de maio de 2013 by Francelle Machado
Lá em 2002, Rouge bombava. Todo mundo só queria saber de dançar Ragatanga como se não houvesse amanhã. Eu era uma dessas pessoas e adoraava as meninas do grupo, mas conforme o tempo foi passando, Rouge se tornou apenas uma partezinha muito querida da minha infância. 
Depois de um tempo, me dei conta: eu não era realmente fã de Rouge, eu era uma poser
Mas acalmem-se: ser "poser" não precisa ser, sempre, algo tão pejorativo. Não quando você é uma criança que nem formou uma personalidade sólida, e ainda está escolhendo uma tribo para se adequar. 

Foto by: WeHeartIt.com
Acredito que ser poser passa a ser algo pejorativo quando isso traduz um desejo de pertencer a um estilo que, na realidade, não pertence de verdade. Uma criança não é poser para se encaixar na "panelinha" da escola (pelo menos na maioria dos casos, a panelinha surge naturalmente), mas sim porque ela realmente acha que é fãzooona do artista. Comigo foi assim. 

Foto by: Vírgula



Quando Rouge acabou, descobri que elas não faziam falta na minha vida, e que os cd's delas estavam fadados a morar no fundo de um armário, junto com as boas lembranças dos tempos da Ragatanga ou da Brilha La Luna. 

Ok, a criancinha lá foi poser, e a vida segue...


Daí a pessoa já é adolescente de personalidade formada, e se torna fã de determinado artista só porque ele "tá bombando" ou porque "fulaninho(a) é gato(a)"... aí sim essa pessoa vira um legítimo poser, com toda a negatividade da palavra!

Na maioria das vezes, os artistas que mais ganham posers são os que "estão na moda", os que tem atenção excessiva da mídia. Só dá pra ver quem é fã de verdade depois que a modinha acaba, e minha banda preferida é prova disso: quando os Backstreet Boys vieram ao Brasil em plena época da febre mundial, foi um tumulto terrível, com gente pulando sobre o ônibus em que os caras estavam e algumas delas passando mal enquanto corriam pelas ruas, atrás deles. Imagino que a metade daquelas garotas deixaram de ser fãs após dois anos, quando eles anunciaram um pause na carreira...

Será que todas essas ainda são fãs?? Espero que sim!! | Foto by: Uol
Vale ressaltar que poser não é aquele fã que não tem grana pra comprar TUDO do artista (cd's, dvd's ou produtos em geral..), mas sim aquele que, como dizem no Facebook, só conhece "Smells Like Teen Spirit" e se diz meeeeega fã de Nirvana. Pra ser fã de um artista ninguém precisa ser rico, basta saber a essência da carreira do ídolo, e gostar não apenas das músicas ou da atuação dele, mas também da pessoa por trás do estereótipo colocado pela mídia. 
Não adianta ser fã do cara porque ele é sarado, ou da guria lá porque ela tem um corpão violão. Como muitos dizem, a idade derruba qualquer corpo perfeito. 


Se você curtir um artista e ser fã de verdade, o tempo não vai te fazer sentir vergonha de dizer o quanto você gostou dele e de seus trabalhos (na música ou na tv). O teste mais eficaz para descobrir um poser é esse: pergunte a alguma pessoa se ela era fã de um artista que está muuuuito afastado da mídia, ou que seja considerado "vergonha alheia" atualmente. Se ela responder que sim e se mostrar envergonhada demais, está aí a sua resposta.

Como eu disse no início do post, já fui poser do Rouge. Em certa época, tinha vergonha de dizer que já fui fã das garotas. Ainda bem que me dei conta do quanto eu estava errada. Hoje, assumo com alegria e ainda danço a Ragatanga se alguém duvidar!