A arte de descobrir o que fazer da vida

Posted segunda-feira, 23 de junho de 2014 by Francelle Machado

Beating Heart by Ellie Goulding on Grooveshark
Era início de 2011. Eu estava começando no último ano do ensino médio e ainda não tinha (quase) a menor ideia do que faria de curso na faculdade. 
Naquela época, eu tinha meu blog que, entre 2010 e 2011 vivia um fase muuuito boa, com o aumento de visitantes e algumas parcerias legais que eu já conseguia fazer. Lembro que quaaase consegui uma entrevista com uma mega blogueira de moda, mas isso ficou no "quase" mesmo...
Enfim, graças ao blog e graças a minha paixão por escrever sobre cultura, decidi que faria faculdade de jornalismo. Isso me daria a noção necessária para trabalhar escrevendo sobre coisas que gosto, de forma profissional. Pois é, eu achei que seria simples assim.

Foto por WeHeartIt
Sabe aquela história de que existe muita pressão nos adolescentes, para que escolham rápido demais uma carreira pra vida inteira? Yeah baby, isso existe mesmo. E descobri que, olha só, eu não quero ser jornalista! haháá
Pelo menos, não consigo me enxergar passando tanto tempo longe da família, talvez cobrindo tragédias e entrevistando pessoas que estarão me odiando por "me aproveitar da dor delas". Beleza, eu sei que essas coisas fazem parte da vida de um jornalista, e graças a faculdade, pude ver vááários pontos positivos da profissão, que só poderiam ser adquiridos com um olhar mais aprofundado. Também graças a faculdade, aprendi a ter até maior admiração por esses profissionais, porque o trabalho de um jornalista não tem nada de fácil. Nada mesmo.
Maaaaas, descobri que eu, por motivos meus mesmo, não quero seguir esse caminho...
...e agora?

Uma coisa que andei pensando foi: não tem problema em se ver nessa situação, e sabe porque, fofo(a) leitor(a)? Porque todo mundo, ou quase todo mundo, passa por isso na vida. Indecisão é algo extremamente normal, e tem coisas que a gente só enxerga depois de conhecer mais a fundo. O crédito da última frase vai para a minha amada mamãe, e é a pura verdade. No meu caso por exemplo, não teria como eu tirar minhas conclusões sobre jornalismo sem ter tido essa experiência dada pela vida acadêmica.

Não sei se você que está lendo também curte Friends, mas se curte, podemos usar dois exemplos: Rachel Green e Chandler Bing!
Rachel, vivida pela divona Jennifer Aniston, tinha vinte e poucos anos quando o seriado começou, e passou um tempo trabalhando de garçonete no Central Perk antes de se afirmar no mundo fashion. Aos trinta e poucos, ela já era disputada pelas empresas Ralph Lauren e Gucci. #BeijinhoNoOmbro...rsrsrsrs
Já Chandler, interpretado pelo meu muso Matthew Perry, teve uma história mais difícil, profissionalmente falando: largou o emprego já com seus trinta e poucos anos, e viveu um momento de indecisão bem tenso, antes de descobrir que queria ser publicitário. Ele começou a nova carreira trabalhando de graça, sofrendo bullying dos colegas mais novos, e criando slogans que nunca (mas nunca MESMO!) emplacariam em alguma agência de publicidade. Depois de tudo isso, foi promovido e finalmente se afirmou na profissão.


É, é bem nessas meu fofo... rsrsrsrs
Você diz: "Mas Francelle, isso é televisão meu amor...te-le-vi-são! Não se aplica a vida real."
Eu respondo, então, que os casos da televisão são apenas bons exemplos porque todo mundo viu e pôde se identificar, e mesmo que não conheça ninguém pessoalmente que tenha passado pela situação, sabe que esses casos existem, e aos montes.

O que eu quero dizer com esse post, é que eu estou passando por esse momento de auto-descoberta profissional. Eu assumo. E no momento, o que mais me chama a atenção para trabalhar, é a arte do design editorial. Por sorte, posso usar a faculdade de jornalismo como carta boa na manga para conseguir um emprego na área da diagramação de impressos. E é nesse caminho que eu sigo (eu acho..haháá). Wish me luck!

E caso você também esteja passando por esse momento, que, convenhamos, é chato e traz um misto de sentimentos para o nosso interior, don't worry amore! Assim como usei o exemplo de Rachel e Chandler, use o exemplo que achar melhor pra você, e mantenha o foco em encontrar o melhor caminho profissional, para ser um daqueles que amam demais o que fazem. Eu, pelo menos, penso de uma forma (e levo esse pensamento como um mantra): se o emprego te deixa mais triste do que feliz, se você pensa que está perdendo tempo nesse tal emprego, e se pensa ainda que devia estar fazendo algo muito melhor, é porque está na hora de tomar providências e sair do emprego "tranca-vida".
Até porque, com a pressão que os adolescentes sofrem, e da forma à jato que somos obrigados a escolher um rumo pra vida, só não vale achar que essa indecisão é um erro seu.

5 comentários :

  1. Rafa Oliveira

    Oi Fran,
    Quanto tempo hein?
    Gostei bastante no seu post,eu também passei por essa situação quando era mais nova quando fui escolher a minha profissão.Foram "n" ideias e dúvidas até chegar na Enfermagem(eu tenho muito orgulho de ser enfermeira).O importante é não se culpar caso a escolha inicial não seja a ideal,afinal,a vida é feita de mudanças:)

    Páginas em Preto

    Beijos

  1. Camille

    super verdade fran! tudo mundo passa por isso viu?
    seu blog ta um encanto
    bjs

    Sachê e Bombom

  1. MahPessoa

    QUE BOM QUE VC TÁ DE VOLTA FRAN! TU NEM IMAGINA O QUANTO FIQUEI FELIZ QUANDO VI TEU COMENTÁRIO LÁ NO BLOG!
    Sobre seu post, fiquei bem impressionada com seu desabafo. Acho que é arriscando que a gente aprende as coisas de verdade.
    Na verdade, estou torcendo para me dar bem com o jornalismo quando eu entrar na faculdade (se tudo der certo, se eu passar no vestibular, eu irei pra faculdade ano que vem), porque realmente não sei o que faria da vida. Escrever e interagir com as pessoas é a única coisa que sei fazer. kkkk
    Casos de televisão são sim bons exemplos. E ajudam sim, ao contrário do que muitos pensam.
    Estou torcendo por você! Voce vai achar sua vocação!
    bjs
    blogtrashrock.blogspot.com

  1. Thami

    Isso da pressão que a gente sofre (não só na adolescencia) desde pequenos sobre o que queremos seguir, é muito sério. Desde quando eu tinha 12 anos me perguntavam o que eu queria ser quando crescer e, sério, essa pergunta me assustava (como o Troy do HSM, haha!). Me assustava porque eu ficava indecisa e fazia eu me sentir um lixo, porque às vezes eu via pessoas da minha idade naquela época já sabendo o que queriam "ser quando crescer" e eu não sabia, eu pensava que eu iria ser vendedora de loja pra sempre ou caixa de alguma loja/mercado pra sempre. E na verdade, a minha indecisão só foi "ajustada" na hora H em que eu tive que escolher o que eu queria fazer e foi muito rápido pra mim (vou explicar isso em vídeo depois que é mais fácil, ai te mando o link se quiser). Enfim, te desejo sorte sim! E eu já era doida pra ver Friends, agora que você comentou desses personagens, me interessou mais ainda.

    Bitocas!
    www.likeparadise.com.br

  1. Suzana

    Putz eu estava com quase certeza de seguir jornalismo, mas depois do seu post to super indecisa! :( Quero escrever, quero muito! Mas também não quero de jeito nenhum cobrir tragédias e ficar viajando pra isso ... :c

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